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Reabilitação Oromotora

Fundamentação    
A percentagem de população com mais de 65 anos tem vindo a aumentar, levando a uma maior e mais diversificada necessidade de cuidados de saúde.
Nesta faixa etária existe um maior risco da ocorrência de doenças neurológicas (AVC), cardiovasculares e de quadros de demência, o que se traduz na necessidade de um trabalho de equipa (exemplo: médico, enfermeiro, terapeuta da fala, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo), que vise a reabilitação da funcionalidade do idoso, procurando a optimização da sua qualidade de vida (Direcção-Geral da Saúde in Programa Nacional para a saúde das pessoas idosas, 2006). O envelhecimento normal, por si só, também origina alterações ao nível dos músculos, tecidos e redes neuronais, contribuindo para a deterioração de capacidades de deglutição, fala, linguagem e voz.
Neste contexto, valoriza-se a actuação do terapeuta da fala, uma vez que este é o profissional de saúde responsável pela prevenção, avaliação, intervenção e estudo da comunicação humana e suas perturbações, em indivíduos de todas as faixas etárias. A sua actuação direcciona-se para a reabilitação da linguagem, fala, voz, deglutição e fluência. (D.L. 261/93, de 24 de Julho e D.L. 564/99 de 21 de Dezembro, --Classificação Nacional de Profissões, 2006).
Com o intuito de proporcionar aos utentes do centro de dia e mini-lar uma melhoria da sua qualidade de vida e enriquecer a sua equipa multidisciplinar, o CASTIIS proporciona aos seus utentes sessões de
reabilitação com uma terapeuta da fala, desde de Julho de 2008.

Objectivos

  1. Prevenir alterações da deglutição e a ocorrência de pneumoniasaspirativas;
  2. Melhorar a comunicação dos indivíduos no seu meio sócio -familiar;
  3. Promover a manutenção de competências linguísticas, reduzindo o impacto do envelhecimento sobre as mesmas;

Estratégias

  1. Promoção de acções de formação para os funcionários de lar, envolvendo temas relacionados com os cuidados geriátricos;
  2. Avaliação de idosos com perturbações de comunicação;
  3. Elaboração de registos de avaliação;
  4. Articulação com membros da equipa multidisciplinar de modo a adequar modos de actuação de intervenção;
  5. Intervenção prioritária nos utentes com Perturbações da deglutição (disfagia);
  6. Intervenção individual com utentes em risco de disfagia (por exemplo: utentes com demências ou com sequelas de acidentes vasculares cerebrais);
  7. Realização de actividades terapêuticas de grupo para intervenção em linguagem, quando possível;
  8. Elaboração de registos de intervenção;

Calendarização
Esta actividade é realizada sempre que solicitado, mediante as necessidades de utentes, colaboradores e famílias.

 

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