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Psicologia para Idosos

Fundamentação    
O século XXI será certamente o século dos idosos. O envelhecimento da população é um fenómeno observado na maioria dos países. Este processo interessa a todos, em primeiro lugar aos já idosos, mas a todos os que vêm atrás, mesmo as crianças, que amanhã também serão idosos. Do modo como a sociedade trata hoje os gerontes, pode aferir-se dos seus valores e prever os valores de amanhã (Oliveira, 2005).

Sendo a Psicologia a ciência dos processos cognitivo-afectivos e do comportamento, ou a ciência da personalidade (insistindo mais numa ou outra dimensão), é natural que também se interesse pelo idoso, dos seus processos mentais, motivacionais e cognitivos, observando, interpretando e intervindo no comportamento (Oliveira, 2005). A Psicologia do idoso estuda particularmente os aspectos patológicos que surgem no decorrer do processo de envelhecimento. Com a progressiva diminuição das capacidades físicas, o idoso vai alterando os seus hábitos e rotinas diárias substituindo-as por actividades que lhe exijam um menor grau de dinamismo, ou mesmo inactividade. Isto pode acarretar várias consequências, como a redução da capacidade de concentração e reacção, diminuição da auto-estima, apatia, desmotivação, solidão e isolamento social. No processo do envelhecimento, é possível observar mudanças no desempenho cognitivo. As alterações cognitivas inerentes ao envelhecimento incluem a diminuição da memória, do pensamento abstracto, da atenção, da organização de ideias, da linguagem, da concentração, da acuidade sensorial. Considerar o processo de envelhecimento como um processo de desenvolvimento, que exige aprendizagem, adaptação, participação e, eventualmente, ajuda, é encarar a vida de uma forma construtiva, fazendo face aos problemas que vão surgindo, preservando e promovendo a autonomia, não olhando apenas às perdas e às dimensões de capacidades físicas ou intelectuais, mas dinamizando ao máximo os aspectos positivos.

Neste contexto, é de salientar a importância da estimulação cognitiva como forma de melhorar a qualidade de vida dos idosos. A estimulação cognitiva é perspectivada numa base de potencialização das capacidades cognitivas que se encontram diminuídas. O processo de estimulação pressupõe uma dimensão de desenvolvimento de competências, onde, através de um processo interactivo com os idosos se trabalham as áreas mais diminuídas.

Objectivos

  • Estimular a memória, atenção, concentração, compreensão verbal, abstracção lógica, visualização espacial e coordenação psicomotora.
  • Melhorar a qualidade de vida;
  • Ajudar os seniores a manter a capacidade funcional, a autonomia e independência;
  • Promover actividades que permitam aos seniores exercitarem as suas funções cognitivas.

Estratégias

  • Testes psicológicos para avaliar as funções cognitivas;
  • Exercícios de estimulação cognitiva;
  • Jogos seniores;
  • Dinâmicas de grupo;
  • Diálogo orientado;
  • Trabalho de grupo / trabalho individual;
  • Debates.

Calendarização
Esta actividade é realizada uma vez por semana.

 

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